Artigo/Guia - Detectores de RADAR/LIDAR

Relacionadas com pontos de alerta
HighlanderBH
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22 Jul 2015, 17:31

INTRODUÇÃO


Prezados, sempre leio diversas perguntas sobre detectores de radar, e como tenho algum conhecimento jurídico e técnico, resolvi fazer um artigo sobre o assunto e contribuir com a comunidade.

Gentileza me avisarem sobre os eventuais erros e divergências, para que possam ser corrigidos e o artigo complementado.


1. RADAR E MEDIDOR DE VELOCIDADE

O RADAR, do inglês “Radio Detection And Ranging” (Detecção e Telemetria pelo Rádio), é um dispositivo que permite detectar objetos a longas distâncias.

Um radar é composto por uma antena que transmite um pulso eletromagnético de alta potência, curto período e feixe muito estreito. Durante a propagação pelo espaço, o feixe se alarga em forma de cone até atingir ao alvo que está sendo monitorado, para depois ser refletido e retornar para a antena, que neste momento é receptora de sinais.

Como se sabe a velocidade de propagação do pulso, e pelo tempo de chegada do eco, pode-se facilmente calcular a distância do objeto. É possível também saber se o alvo está se afastando ou se aproximando da estação, utilizando-se do conhecido Efeito Doppler.

No entanto, as Resoluções do Contran não falam em radar, mas sim em “medidor de velocidade”. E por que as Resoluções não utilizam o termo radar? Simplesmente porque vários desses medidores de velocidade não são radares. A já revogada Resolução n. 141/02 do Contran definia em seu Anexo I o modo de funcionamento dos aparelhos disponíveis:

“II - Os aparelhos, quanto ao sistema de medição da velocidade, podem ser classificados em:

a) medidor que utiliza sensores de superfície, cujo elemento sensor encontra-se instalado sobre a superfície da via, de tal modo que a passagem de um veículo provoque alguma reação física, propiciando a medição da sua velocidade;
b) medidor ótico que utiliza feixes de luzes na região visível ou infravermelho para a medição da velocidade de um veículo; e
c) radar que utiliza ondas contínuas na faixa de microondas para a medição da velocidade de um veículo, transmitindo e recebendo essas ondas e operando pelo princípio Doppler.”

Percebam que há uma clara diferenciação entre três sistemas, sendo que só um deles se utiliza de radar.

Outro erro comum é na classificação dos medidores quanto à mobilidade. O que as pessoas comumente dizem ser um “radar móvel”, é na verdade é um instrumento estático.

A Resolução n. 396/2011 do Contran, que “dispõe sobre requisitos técnicos mínimos para a fiscalização da velocidade de veículos automotores, reboques e semirreboques, conforme o Código de Trânsito Brasileiro”, estabelece o seguinte:

“Art.1° A medição das velocidades desenvolvidas pelos veículos automotores, elétricos, reboques e semirreboques nas vias públicas deve ser efetuada por meio de instrumento ou equipamento que registre ou indique a velocidade medida, com ou sem dispositivo registrador de imagem dos seguintes tipos:

I - Fixo: medidor de velocidade com registro de imagens instalado em local definido e em caráter permanente;
II - Estático: medidor de velocidade com registro de imagens instalado em veículo parado ou em suporte apropriado;
III - Móvel: medidor de velocidade instalado em veículo em movimento, procedendo a edição ao longo da via;
IV - Portátil: medidor de velocidade direcionado manualmente para o veículo alvo.

§ 1º Para fins desta Resolução, serão adotadas as seguintes definições:

a) medidor de velocidade: instrumento ou equipamento destinado à medição de velocidade de veículos.
b) controlador eletrônico de velocidade: medidor de velocidade destinado a fiscalizar o limite máximo regulamentado para a via ou trecho por meio de sinalização (placa R-19) ou, na sua ausência, pelos limites definidos no art. 61 do CTB;”
c) redutor eletrônico de velocidade (barreira ou lombada eletrônica): medidor de velocidade, do tipo fixo, com dispositivo registrador de imagem, destinado a fiscalizar a redução pontual de velocidade em trechos considerados críticos, cujo limite é diferenciado do limite máximo regulamentado para a via ou trecho em um ponto específico indicado por meio de sinalização (placa R-19).

§ 2º Quando for utilizado redutor eletrônico de velocidade, o equipamento deverá ser dotado de dispositivo (display) que mostre aos condutores a velocidade medida.”

Desse modo, consolidando as informações, pode-se dizer que existem os seguintes medidores de velocidade no Brasil:

A) Fixos: não são radares. Esses medidores são os famosos “pardais”. Quando indicam ostensivamente a velocidade do veículo, são conhecidos como “lombadas eletrônicas”. Utilizam sensores de superfície (eletromagnéticos), capazes de calcular pela equação v=d/t a velocidade dos veículos. Não são acionados pelo peso, mas sim pelos elementos ferromagnéticos do carro, moto, etc. Os sensores são visíveis no asfalto. Tecnicamente nada impede que se instale um radar fixo, mas para esse propósito os sensores de superfície parecem ser mais práticos.

B) Estáticos: alguns são radares, outros são LIDAR. São conhecidos erroneamente como “móveis”, mas na verdade a medição é feita com o medidor parado (estático). Podem ser transportados e instalados em diferentes locais, por isso também não são fixos. Se o instrumento mede a velocidade por ondas de rádio, é um legítimo radar. Se a medição é feita por um feixe de laser, o instrumento é um LIDAR (da sigla inglesa Light Detection And Ranging)*.

C) Móveis: são radares. Esses medidores são os utilizados dentro dos veículos policiais e, portanto, a medição é realizada em movimento. Atualmente as limitações da tecnologia laser não permitem que um LIDAR seja utilizado em movimento. Não são comuns no Brasil.

D) Portáteis: alguns são radares, outros são LIDAR. Funcionam como os medidores estáticos, porém são direcionados manualmente contra o veículo, como uma arma. Normalmente são utilizados nas estradas brasileiras.

*O LIDAR é uma tecnologia óptica de detecção remota que mede propriedades da luz refletida de modo a obter a distância e/ou outra informação a respeito um determinado objeto distante, de forma semelhante ao radar.

A polícia brasileira utiliza os mesmos medidores de velocidade de outros países, uma vez que esses instrumentos são importados. Recentemente a PRF importou alguns LIDAR Trucam para usar nas estradas.

Segundo algumas reportagens, o custo de cada medidor de velocidade é de aproximadamente R$ 100.000,00. Isso explica a preocupação das autoridades com os atos de vandalismo, uma vez que no caso de destruição em massa desses aparelhos, provavelmente a reposição seria lenta e dispendiosa.


2. DETECTOR DE RADAR E ANTIRRADAR

O detector de radar é um dispositivo eletrônico, que pode ser utilizado nos veículos automotores, a fim de alertar o condutor sobre um monitoramento de velocidade por radar.

Mas esse aparelho é proibido?

Não, pelo mesmo motivo que um GPS que alerta o motorista sobre o monitoramento de velocidade na via não é proibido.

Isso significa que eu posso usar tranquilamente um detector de radar?

Não é bem assim. As autoridades policiais são, em sua maioria, ignorantes quanto ao assunto, e não diferenciam um detector de radar de um antirradar.

E qual a diferença?

A diferença é que o detector de radar é um instrumento passivo, enquanto o antirradar é ativo (interfere no funcionamento do radar). O antirradar é um "scrambler" ou "jammer" (misturador ou bloqueador de sinais), o qual impede que a velocidade do veículo seja aferida pelo radar, permitindo que o condutor passe pelo local sem diminuir a velocidade e sem ser multado.

O antirradar burla a finalidade educativa da lei (bem como os condenáveis objetivos arrecadatórios dos municípios e estados) e por isso é proibido pelo art. 230, inciso III, do Código de Trânsito Brasileiro. Já o detector de radar, assim como o GPS, reforça o caráter educativo da lei, uma vez que alerta sobre o limite imposto, fazendo com que o motorista diminua a velocidade.

Necessário notar que, ao contrário do que muitos pensam, um medidor de velocidade escondido, do qual ninguém tem ciência, não fará com que o condutor diminua a velocidade e, consequentemente, não impedirá qualquer acidente, somente servindo para multar e aumentar a arrecadação do Estado. Daí porque a Resolução 396/2011 do Contran determina que “a operação do equipamento deverá estar visível aos condutores.”
Outro dado importante é que a legislação brasileira é atrasada, haja vista que não prevê a utilização de um anti-lidar, por exemplo. Tecnicamente, seria possível se utilizar um laser jammer sem cometer infração, devido à ausência de previsão legal. Contudo, se as autoridades não conseguem diferenciar nem mesmo um detector de radar de um antirradar, como seria diante de um anti-lidar?

Assim sendo, convém não utilizar ostensivamente um detector de radar, pois ainda que lei nem resolução o proíba, ainda há muita confusão nesse tema, e isso pode resultar em diversos problemas ao condutor, infelizmente.


3. FUNCIONAMENTO DO DETECTOR DE RADAR

Como funciona um detector de radar?

Os radares da polícia detectam um veículo através de um pulso de micro-ondas. A frequência de transmissão do pulso é comparada com a frequência da reflexão, e a velocidade é calculada pela diferença entre elas (efeito Doppler).

Entretanto, o pulso eletromagnético emitido pelo radar perde energia proporcionalmente à distância percorrida. Se o veículo estiver muito longe do radar, o pulso transmitido terá energia suficiente para chegar ao alvo, mas não para viajar todo o caminho de volta e retornar ao radar pela reflexão.

Nesse ponto que os detectores de radar funcionam. Eles procuram continuamente pelos pulsos de transmissão emitidos pelo radar, para alertar ao condutor antes que esses pulsos tenham energia suficiente para retornar ao radar por reflexão, isto é, antes que o instrumento consiga calcular a velocidade do veículo.

E como os detectores de radar sabem qual sinal é da polícia?

O órgão regulador da área de telecomunicações e radiodifusão dos Estados Unidos, a Federal Communications Commission – FCC, estabeleceu que os radares de trânsito deveriam operar em bandas específicas, e os detectores são regulados para captar essas frequências.

X-Band: 10.5 – 10.55 GHz

É a mais fácil de detectar, por causa da baixa frequência e grande potência. Pode ser detectada entre 3 a 6 Km de distância, mas nessa frequência o radar somente consegue medir a velocidade a aproximadamente 800m. Essa banda também é usada por portões eletrônicos, portas de shopping, torres de micro-ondas e outros equipamentos eletrônicos. Isso costuma causar falsos alertas nos detectores, os quais possuem filtros para combater esse problema.

K-Band: 24.05 – 24.25 GHz

É o tipo mais comum de radar de polícia. É detectável de 400 m a 3 Km de distância, mas o alcance para medição de velocidade é de 400 m. Pode ser usada de forma estática ou móvel. Além disso, possibilita o chamado “Instant-On” radar. Nesse modo, o radar fica em standby pelo policial até que o veículo esteja a 200 ou 300 m de distância. Quando o radar é ativado, o detector irá alertar o motorista, mas pela proximidade, a medição de velocidade provavelmente já terá sido feita. Não obstante, se o Instant-On estiver apontando para um veículo à frente de outro, o detrás poderá ser alertado a tempo pelo detector, devido à reflexão e dispersão do sinal.

Ka Photo Cop and Ka Wide-Band: 34.2 - 35.2 GHz

Essa nova banda permitiu a invenção do “photo-cop”. Esse sistema combina um radar de banda Ka com uma câmera automática, capaz de fotografar até 200 veículos por hora. A autuação é enviada pelo correio. Um bom detector é capaz de reconhecer um sinal Ka entre 400 a 800 m de distância, enquanto o alcance efetivo do radar é cerca de 30 a 90 m. A Ka-Band não é tão popular entre as autoridades, em parte devido ao alto custo dos instrumentos.

Ka Super Wide-Band: 33.4 to 36.0 GHz

A Ka Super Wide-Band se parece com a Ka-Band, porém seu espectro de detecção é mais amplo. Foi introduzida pelo radar Stalker, o qual pode operar em qualquer frequência entre 33.4 GHz a 36.0 GHz. Os radares Stalker são bastante usados pela polícia.

Ku-Band: 13.45 GHz

A banda KU é usada principalmente na Europa. De qualquer modo, os bons detectores também detectam essa banda.


4. EFICÁCIA DOS DETECTORES DE RADAR

Mas esses detectores realmente cumprem o prometido?

Sim. E existem diversos vídeos no Youtube que demonstram isso (a maioria dos EUA e Rússia). No entanto, não existe 100% de proteção contra radares. A eficácia do detector (a que distância que ele avisa o condutor antes do radar medir a velocidade do veículo) varia conforme sua qualidade de construção, bem como depende da posição em que o radar está localizado, e até mesmo das condições climáticas.

A maior eficácia dos detectores ocorre quando o radar é posicionado num terreno plano, em linha reta e sem obstáculos. As situações de menor eficácia são aquelas em que o radar é posicionado num terreno íngreme, em curva e com obstáculos. No geral, um bom detector vai avisar o condutor antes que o radar calcule a velocidade do veículo, porém, a distância em que isso irá ocorrer e o tempo disponível para o motorista reagir serão variáveis. Isso não se aplica ao “Instant-On” radar apontado diretamente para o veículo, como explicado anteriormente.

E quanto aos medidores de velocidade que não são radares?

Se não são radares, um detector de radar não funcionaria contra eles. Entretanto, alguns detectores de radar já vêm com GPS integrado, permitindo que o condutor marque os pontos no mapa para ser avisado dos medidores. Outra solução é se utilizar um GPS em separado para esse fim.

No que se refere aos LIDAR, todos os detectores de radar modernos incluem um detector de laser também, mas a eficácia contra LIDAR não é tão boa quanto contra radares. Isso porque o feixe de luz do laser é muito mais estreito do que o feixe de uma onda de radar, permitindo medir a velocidade de um veículo com maior precisão, e de forma mais rápida (na velocidade da luz).

Todos esses fatores dificultam a detecção de um feixe de laser, embora a tarefa não seja impossível. Na distância de 300 m, normalmente utilizada para medições com laser, o feixe tem mais de 1 m de largura. Os melhores detectores de laser tem uma eficácia de aproximadamente 800 a 1600 m, e nessa distância o feixe de laser cobre duas pistas.

O problema é que normalmente os LIDAR podem visualizar um veículo a pouco mais de 1 Km de distância, e medir a velocidade a cerca de 500 m de distância, além de poderem ser usados em emboscadas em modo Instant-On, devido à rapidez da medição. Assim, pode ocorrer que, quando o detector acusar o laser, o LIDAR já tenha recebido de volta a informação da velocidade do veículo. De qualquer forma, esqueça os contos populares nos quais um LIDAR “multou” alguém a mais de 1 Km de distância, à noite, chovendo, etc.

A fim de combater a eficácia do LIDAR, são utilizados os chamados “laser jammer”. Esses aparelhos são anti-lidar, uma vez que impedem ou atrasam a leitura do LIDAR, permitindo que o condutor passe impune pelo local fiscalizado, ou ao menos tenha tempo de ser devidamente avisado pelo detector. Outra medida utilizada é a aplicação no veículo de substâncias que absorvam o laser do radar. O produto mais famoso nesse aspecto é denominado “Veil”, e promete diminuir a assinatura visual do veículo pela pintura das placas e faróis.

Segundo os testes internacionais, ambas as medidas são bastante eficazes contra o LIDAR. A diferença entre elas é que o anti-lidar pode ser visto, enquanto o Veil é invisível. O uso do anti-lidar não é previsto pela legislação brasileira, mas como ele atua de forma ativa, poderia ser equiparado ao antirradar pelo Judiciário. O Veil atua de forma passiva e provoca imperceptível ou mínima alteração no veículo, sendo em tese legal.

Os pontos negativos do LIDAR (para a polícia) são que o equipamento é muito caro, não pode ser usado dentro de um veículo em movimento e nem atrás de vidros e, além disso, para mirar com precisão é necessário um tripé ou uma mão muito firme.

Em resumo, não existe medida 100% eficaz contra radar ou LIDAR. Contudo, os melhores detectores de radar, em conjunto com um bom “laser jammer” e Veil, são capazes de oferecer uma proteção próxima de 100%, especialmente se utilizados por um condutor experiente.


5. DETECTORES DE DETECTORES DE RADAR (RDD)

Mas se eu estiver usando um detector de radar a polícia irá saber, porque o RADAR/LIDAR irá avisar?

Errado. Para o radar ou LIDAR, a existência ou não de um detector de radar no local é irrelevante. Diferentemente, um antirradar ou anti-lidar pode ser percebido pela polícia, porque causa perturbação ou mal funcionamento do RADAR/LIDAR.

Não obstante, realmente existem aparelhos dedicados a avisar a polícia sobre o uso de detectores. São os detectores de detector de radar (RDD em inglês). O RDD pode detectar as oscilações de energia provocadas pelos detectores. Existem dois tipos comuns de RDD: VG-2 e Spectre. O VG-2 atua em somente uma banda de frequência, enquanto o Spectre é mais avançado e atua em várias.

Então, como fazer? Nesse caso, o condutor deve utilizar um detector de detector de detector de radar! Brincadeiras à parte, os fabricantes de detectores implementaram tecnologias que blindam os aparelhos para que as oscilações não se propaguem, ou o desligam na presença de um RDD. De qualquer forma, não há notícias da presença de RDD no Brasil, seja porque poucas pessoas utilizam detectores ou porque a utilização destes não é ilegal.


6. CUSTO-BENEFÍCIO

Vale a pena comprar um detector de radar?

Atualmente, não há importadores oficiais desses instrumentos. Às vezes, se encontra alguém vendendo por aí, a preços exorbitantes. Então a melhor solução é importar um, seja pelos correios ou pessoalmente.

Outro ponto a ser considerado, é que um bom detector custa caro. Abaixo de US$ 50,00 é certamente desperdício de dinheiro. Quanto melhor o detector, maiores são as chances de não ser multado, e maior o custo. Não há mágica aqui.

Também importante é que os radares e LIDAR não são tão comuns no Brasil. A maioria dos medidores de velocidade funciona por sensores de superfície (são fixos) e podem ser cadastrados e identificados por um GPS. Ainda, pela confusão das autoridades, um detector pode causar alguns problemas para seu proprietário.

A maior parte do tempo o detector dará alarmes falsos, que são inevitáveis. Na cidade grande os alertas são constantes, por causa da quantidade de equipamentos eletrônicos existentes. Já na estrada os detectores costumam ficar bem quietos, e alertar somente quando necessário.

É possível que alguém compre um detector, o utilize todos os dias, e só depois de muito tempo encontre um RADAR/LIDAR. Todavia, se na hora certa, o detector salvar o condutor de apenas uma ou duas multas, seu valor já terá sido pago, e isso sem considerarmos os pontos na carteira que não serão computados.

Tendo isso em mente, pode-se dizer que vale a pena para o condutor comprar um detector desde que: more numa região com RADAR/LIDAR ou a visite frequentemente (principalmente se for por estradas); queira ser alertado sobre todos os monitoramentos de velocidade presentes nas vias; esteja disposto a conviver com o fato de que os alertas falsos são frequentes em cidades grandes.


7. INDICAÇÕES

* As indicações se referem à data em que o artigo foi escrito. Serão atualizadas na medida do possível.

Quais os melhores?

Segundo os reviews internacionais, atualmente, os melhores detectores são: Escort Passport Max (US$ 549.95), Valentine One (US$ 487.99), Beltronics Pro500 (US$ 379.99), dentre outros.

Quais os melhores, dentre os mais baratos?

São considerados de bom custo benefício: Whistler Pro 68Se (US$ 99.99), Beltronics Vector 940 (US$ 140.00), entre outros.


8. CONCLUSÃO

Antes de tudo devemos pensar nas condições brasileiras. No geral, a infraestrutura é muito ruim, a fiscalização policial é escassa ou inadequada, os condutores são mal educados e não respeitam princípios básicos de segurança, e como consequência disso o número de acidentes (com mortos e feridos) é tão alarmante que já foi até objeto de discussões internacionais.*

*Em 2011 o Brasil se comprometeu com a ONU a reunir ações para reduzir pela metade, até 2020, o número de vítimas de acidentes de trânsito no País. Foi lançado o Pacto Nacional pela Redução dos Acidentes de Trânsito – Pacto pela Vida. Até o momento, a redução pretendida está muito longe de ser atingida.

Entretanto, as autoridades parecem se preocupar somente com os próprios cofres. Os medidores de velocidade, que deveriam ser utilizados como ferramenta educativa para redução do número de acidentes, muitas vezes são usados como ferramenta arrecadatória. Uma rápida análise demonstra que o posicionamento da maioria dos medidores nas vias se mostra inadequado.

Suponhamos dois pontos distintos. O ponto A se encontra num trecho em reta, com três pistas de rolagem, em mão única, boas condições do asfalto e com canteiro central, sem entroncamentos por perto, isolado da população em geral, e cujos arredores possuem cercas para minimizar outros riscos como a passagem de animais. Já o ponto B é uma breve reta que antecede duas curvas em “S”, também com três pistas de rolagem em mão única e boas condições do asfalto, porém com diversos entroncamentos laterais e cruzamentos com semáforo, grande fluxo de pedestres, um supermercado Carrefour, um McDonald’s, duas concessionárias, uma grande empresa com milhares de funcionários e, no lado oposto, uma universidade com milhares de pessoas.

Em qual dos dois pontos deve ser instalado um medidor de velocidade? Em qual deles há maior risco aos condutores, pedestres e patrimônio alheio? Num raciocínio simples, qualquer um apontará o ponto B, contudo, a prefeitura utiliza os medidores de velocidade no ponto A. Ilógico? Burrice?

Não, pelo contrário. Devido às circunstâncias da via e pela presença das curvas em “S”, os motoristas naturalmente diminuem a velocidade no ponto B, enquanto no ponto A, mais seguro, os condutores tendem a seguir a maior velocidade operacional da via e acelerar. Assim sendo, a prefeitura monta um medidor de velocidade no ponto A, da forma mais oculta o possível, para surpreender os condutores e arrecadar o máximo possível com as multas.

E no ponto B? Enquanto isso, no ponto B, os pedestres são atropelados, os condutores imprudentes colidem nas curvas em “S”, há prejuízos diversos nos arredores e impera a insegurança.

Em resumo, nem sempre os trechos mais velozes são os mais perigosos. Ao contrário, as rodovias consideradas como as mais perigosas do país costumam ser lentas, em decorrência do grande número de curvas, veículos, e péssimas condições de conservação. Mesmo assim, na instalação dos medidores de velocidade, as autoridades visam principalmente o lucro, ao invés da efetiva segurança no trânsito.

Finalmente, é fundamental saber que a velocidade é apenas um fator minoritário dentre as causas de acidentes. Como demonstram as pesquisas, a imprudência é o fator preponderante, se incluindo aí: falar ao celular enquanto se dirige; avançar semáforo no vermelho; ultrapassar em local proibido ou pelo acostamento; “road rage” (ameaças, agressividade verbal ou gestual e outros modos de direção insegura); desconhecimento técnico, etc. Isso sem falar na embriaguez ao volante.

Isso tudo remete à conclusão que os municípios e estados conhecem, porém não divulgam: o monitoramento de vias por medidores de velocidade, se corretamente realizado, é apenas uma das diversas medidas que devem ser tomadas para a redução do número de acidentes. É muito cômodo se instalar um robô de monitoramento para satisfazer aos cidadãos menos esclarecidos e, assim, se esquivar das outras responsabilidades atribuídas ao poder público.

Dito isso, os detectores de RADAR/LIDAR são um complemento indispensável ao GPS dedicado ou ao programa de smartphone. Alguns detectores têm inclusive um GPS integrado. Num país como o Brasil, em que mesmo os motoristas mais pacatos já foram ao menos uma vez multados por excesso de velocidade e, considerando-se a falta de padronização na instalação dos medidores de velocidade, um detector será um auxílio a mais para uma parcela específica de condutores.
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Leitura complementar:

Qual a real função dos limites de velocidade nas estradas e avenidas brasileiras?
http://www.flatout.com.br/qual-real-fun ... asileiras/

O excesso de velocidade é realmente rápido hoje em dia?
http://www.flatout.com.br/o-excesso-de- ... je-em-dia/

Mais leis e proibições ajudam realmente a diminuir os acidentes?
http://www.flatout.com.br/mais-leis-e-p ... acidentes/

Mortes no trânsito brasileiro aumentam 40% em dez anos. Mas por quais razões?
http://www.flatout.com.br/mortes-transi ... is-razoes/
Bettoi
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24 Abr 2016, 15:16

Boa tarde . Parabens pelo excelente texto sobre os radares e antiradares , só me ficou uma duvida esses anti radares que voce sita em seu texto funcionam aqui no Brasil ? Pois comprei um STI Magnum e ele não funciona aqui no Brasil . :roll: :roll: :roll: :roll: :roll:
HighlanderBH
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04 Jul 2016, 18:01

Boa tarde. Só vi o post agora. Os radares e lidares em uso no Brasil são importados. Os sistemas utilizados ao redor do mundo são todos parecidos, variando conforme o fabricante do equipamento. Desse modo, os detectores de radar/lidar e anti radar/lidar devem funcionar sem problemas no Brasil.

No entanto, deve-se sempre considerar que nenhum desses aparelhos é 100% eficaz. Além disso, os radares e lidares não são tão comuns por aqui, e por isso raramente um detector pega algum sinal verdadeiro.

O Beltronics STi Magnum é considerado um excelente detector de radar. No caso, como você o testou? O que aconteceu?

Até mais!
cbsgrillo
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25 Dez 2017, 18:48

Olá amigo, agradeço se puder esclarecer um ponto que me traz dúvida.
É com questão ao fato divulgado que os LIDAR da PRF usarem frequências europeia e, por conta disso, os detectores de radar americanos não detectarem as pistolas laser da PRF no Brasil.
Isso procede ou tem algum fundamento?
Muito obrigado e um grande abraço. :?: :?:
HighlanderBH
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31 Jan 2018, 17:05

Olá! Não temos informações precisas sobre os LIDAR utilizados por aqui. No entanto, o fato veiculado parece equivocado. As chamadas laser guns são fabricadas e comercializadas internacionalmente e isso significa que uma pistola LIDAR Trucam (ou de outra marca) utilizada aqui é a mesma utilizada nos EUA, Europa ou Ásia.

Por outro lado, cada laser gun possui especificações próprias, como a taxa de pulsos:

Ultralyte 100/200 Standard (Non-LR) 100 pps
Ultralyte 100/200 LR Rev 1 (SN prefix "UL") 100 pps
Ultralyte 100/200 LR Rev 2, LR B, Compact (SN prefix "UX") 125 pps
Kustom Prolaser III, Kustom ProLite 200 pps
Kustom Prolaser II 238 pps
Kustom Prolaser I 380 pps
Laser Atlanta 238 pps
Stalker LZ-1 130 pps
Jenoptik Laveg (non-US) 600 pps
Jenoptik LaserPatrol (non-US) 100 pps

Aparentemente algumas laser gun foram customizadas para uso "non-US", com taxa de pulsos diferenciada, e isso dificulta o trabalho dos laser jammers (antirradar). Contudo, para os detectores de radar, que atuam de forma passiva, a taxa de pulsos não seria, a princípio, impeditivo de funcionamento.

Ademais, fala-se geralmente em diferentes frequências para RADAR (X, K, Ka, Ku), não LIDAR. E essas várias frequências não são problema para os melhores detectores, que costumam operar em qualquer país. É claro, necessário verificar as especificações de cada aparelho.

Importante sempre ter em mente o inferno de desconhecimento em que o Brasil está mergulhado. Com exceção de algumas mentes esclarecidas, as instituições públicas estão lotadas de sujeitos ignorantes, os quais interpretam equivocadamente as leis. Embora um detector de radar seja passivo (não interfere no RADAR), como um smartphone com Waze, frequentemente as autoridades apreendem o aparelho como se um antirradar fosse.

Por último, atualmente os fabricantes de LIDAR travam verdadeira batalha tecnológica contra os fabricantes de detectores e laser jammers. A sofisticação dos aparelhos é alta, e cada lado aprende rapidamente com erros e acertos. Desse modo, o melhor é sempre respeitar a lei e nunca confiar 100% em qualquer aparelho.
cbsgrillo
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31 Jan 2018, 20:35

Muito obrigado amigo. Eu perguntei porque tenho um Escort IQ e já passei duas vezes por uma PRE com uma pistola laser na mão e em nenhuma das duas vezes ele sinalizou.
Pensei que pudesse ser algo do gênero.
Obrigado e abraço.
MFEngenharia
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07 Fev 2018, 13:25

Parabéns pelo texto, com clareza e informações técnicas adequadas.
Concordo plenamente com suas conclusões finais, onde o nosso poder público (incluindo aí a PRF e as PRE´s) não estão nem aí para a segurança nas estradas... posam de sabidões e enérgicos, mas não passam de toupeiras estúpidas e fardadas, interessadas apenas em arrecadar... Basta observar a forma como se escondem atrás de placas e árvores, com seus brinquedinhos..
Estou buscando um detector de Radar e Lidar mas ainda tenho dúvidas quanto aos equipamentos que a PRF e PRE´s andam usando.
Pelo que vejo, ultimamente nas estradas todas as PRF e PRE`s tem um equipamento que é como uma pistola, com 3 lentes na frente (creio que uma é o emissor, outra o receptor e a terceira é a câmera). e pelo que já ouvi falar tratam-se de lidar. Você sabe qual o modelo e a frequência destes equipamentos?
Obrigado!!
HighlanderBH
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08 Fev 2018, 18:36

OK, antes de tudo gostaria de complementar algumas informações sobre os LIDAR. Conforme as últimas pesquisas que realizei, todas as laser guns operam num comprimento de onda de 904 nm, frequência de 33 MHz. O que varia entre os fabricantes é a taxa de pulsos por segundo (pps), de 100 a 600.

Esse comprimento de onda e frequência específicos se devem à economia (materiais de fabricação mais baratos), eficiência (pico de emissão do diodo laser), segurança (aos olhos humanos) e durabilidade. Sobre a taxa de pulsos dos LIDAR, não obtive nenhuma informação de que ela afetasse o funcionamento dos detectores.

Como curiosidade, a detecção de luz é feita usando fotodiodos que são receptores de amplo espectro, ou seja, eles detectam uma ampla gama de comprimentos de onda. Isso significa que mudar o comprimento de onda de um LIDAR não afetaria o funcionamento dos detectores. A detecção de ondas de radio é diferente, por isso existem as chamadas bandas dos radares.
HighlanderBH
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08 Fev 2018, 18:53

cbsgrillo escreveu:
31 Jan 2018, 20:35
Muito obrigado amigo. Eu perguntei porque tenho um Escort IQ e já passei duas vezes por uma PRE com uma pistola laser na mão e em nenhuma das duas vezes ele sinalizou.
Pensei que pudesse ser algo do gênero.
Obrigado e abraço.
O Escort Passport iQ tem excelentes referências. No YouTube há alguns vídeos de usuários o testando na prática. Ocorre que a detecção de laser é complexa. O feixe de luz é muito mais estreito que o de uma onda de radio. Consequentemente, o detector tem maior dificuldade na recepção do laser.

Na prática, as melhores chances de detecção ocorrem por uma exposição direta (a pistola laser apontada para o carro) ou por exposição refratária (a pistola laser apontada para um carro que vai a frente). No entanto, dependendo de onde o laser for apontado, ou se somente for mirado em outros carros, é provável que o detector nada avise, ou o faça tarde demais.

Infelizmente, pelas informações de usuários no exterior, a detecção de LIDAR ainda é bastante precária. Por isso, é comum por lá a utilização do detector em conjunto com um jammer e medidas stealth, para diminuir a assinatura visual do carro e dar maior tempo de reação ao motorista.

Abraço.
HighlanderBH
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08 Fev 2018, 19:19

MFEngenharia escreveu:
07 Fev 2018, 13:25
Parabéns pelo texto, com clareza e informações técnicas adequadas.
Concordo plenamente com suas conclusões finais, onde o nosso poder público (incluindo aí a PRF e as PRE´s) não estão nem aí para a segurança nas estradas... posam de sabidões e enérgicos, mas não passam de toupeiras estúpidas e fardadas, interessadas apenas em arrecadar... Basta observar a forma como se escondem atrás de placas e árvores, com seus brinquedinhos..
Estou buscando um detector de Radar e Lidar mas ainda tenho dúvidas quanto aos equipamentos que a PRF e PRE´s andam usando.
Pelo que vejo, ultimamente nas estradas todas as PRF e PRE`s tem um equipamento que é como uma pistola, com 3 lentes na frente (creio que uma é o emissor, outra o receptor e a terceira é a câmera). e pelo que já ouvi falar tratam-se de lidar. Você sabe qual o modelo e a frequência destes equipamentos?
Obrigado!!
Agradeço pelas palavras. Estatisticamente, as Autobahn na Alemanha (sem limite de velocidade) são tão seguras quanto as estradas que as cercam. E isso também ocorre em outras zonas sem limites de velocidade, como na Australia. Exemplo de como um trânsito rápido pode ser seguro, mediante o investimento do Estado em infraestrutura e na educação dos cidadãos.

Por outro lado, se o Poder Público realmente se preocupasse em diminuir a velocidade nas vias públicas, poderia simplesmente obrigar os fabricantes a instalarem limitadores de velocidade eletrônicos em todos os veículos. Ninguém mais poderia ultrapassar o limite de velocidade da via. Contudo, isso acabaria com a arrecadação bilionária de multas por excesso de velocidade... E claramente isso não interessa ao Estado. Bem, já falei demais, isso é assunto pra outro tópico...

Em relação ao detector de RADAR/LIDAR, recomendo principalmente cautela, uma vez que a desinformação no Brasil é muito grande, e algumas pessoas se aproveitam disso para enganarem. Os aparelhos utilizados pela polícia no Brasil são importados (algumas mídias relataram ser Trucam). É provável que a polícia já tenha adquirido outros modelos também. Conforme já havia falado, tudo indica que seguem os padrões internacionais (904 nm, 33 MHz), e qualquer bom detector seria capaz de acusá-los. Lembrando sempre que não existe detector 100%, muito menos no que se refere aos LIDAR.

No mais, segurança sempre na direção. Até mais!
cbsgrillo
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08 Fev 2018, 21:39

HighlanderBH escreveu:
08 Fev 2018, 18:53
cbsgrillo escreveu:
31 Jan 2018, 20:35
Muito obrigado amigo. Eu perguntei porque tenho um Escort IQ e já passei duas vezes por uma PRE com uma pistola laser na mão e em nenhuma das duas vezes ele sinalizou.
Pensei que pudesse ser algo do gênero.
Obrigado e abraço.
O Escort Passport iQ tem excelentes referências. No YouTube há alguns vídeos de usuários o testando na prática. Ocorre que a detecção de laser é complexa. O feixe de luz é muito mais estreito que o de uma onda de radio. Consequentemente, o detector tem maior dificuldade na recepção do laser.

Na prática, as melhores chances de detecção ocorrem por uma exposição direta (a pistola laser apontada para o carro) ou por exposição refratária (a pistola laser apontada para um carro que vai a frente). No entanto, dependendo de onde o laser for apontado, ou se somente for mirado em outros carros, é provável que o detector nada avise, ou o faça tarde demais.

Infelizmente, pelas informações de usuários no exterior, a detecção de LIDAR ainda é bastante precária. Por isso, é comum por lá a utilização do detector em conjunto com um jammer e medidas stealth, para diminuir a assinatura visual do carro e dar maior tempo de reação ao motorista.

Abraço.


Obrigado novamente HighlanderBH. De fato, quando comprei o IQ nos USA foi justamente pelas referencias e por se "disfarçar" de GPS para poder ficar no vidro sem qualquer receio. Pena que falhou nas duas vezes em que tive a oportunidade de ter uma Lidar apontada direta para mim. Fiquei meio que decepcionado, tanto que coloquei ele a venda. Para os radares convencionais nem é necessário mais na minha opinião porque pelo que tenho visto agora as PRF e PRE somente estão usando os LIDAR, faz muito tempo que não vejo um radar convencional, pelo menos aqui no RS. Vou dar uma pensada para ver se dou outra "chance" para o IQ, afinal não foi barato....kkkkk.
Abusando um pouco da sua boa vontade e conhecimento, o que você acha do Escort Redline? Estou pensando em comprar um para substituir o IQ. Me parece pelos reviews que ele tem um "poder" detecção muito maior na sua área frontal, já que o IQ detecta apenas por um pequeno "domo" na parte frontal.
Ainda com relação à detecção de "radares" (não laser), tem algo a ver a questão das frequências europeias x americanas dos radares? Os Escort por exemplo, tem as versões europeias para detectar os radares utilizados na Europa, que pelo que li tem frequências diferentes dos americanos. E penso ter lido em algum lugar que os radares em uso no Brasil seguem as frequências e versões europeias. Isso procede?
Novamente obrigado pelo seu tempo e atenção. Grande abraço.
HighlanderBH
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09 Fev 2018, 15:00

OK. Acho importante fazer um adendo sobre os LIDAR PoliScan. O denominado PoliScan Speed é um sistema autônomo de monitoração de velocidade por laser, isto é, funciona sem intervenção humana. Ele pode ser instalado em um ponto fixo (como um poste) ou pode ser móvel (se parece com um conjunto de câmeras em um tripé).

O Poliscan é capaz de medir simultaneamente a velocidade de diversas pistas, de uma via, inclusive nos dois sentidos. Por isso, normalmente é utilizado em vias rápidas de grandes cidades, acompanhado de um operador que fica dentro de um carro de transporte. Isso é muito conveniente ao Estado, uma vez que o Poliscan dispensa os sensores no solo, podendo monitorar diversos locais em um mesmo dia.

Embora também se baseie em laser, a tecnologia do Poliscan é bastante peculiar. O aparelho realiza ao mesmo tempo uma varredura laser de 100 Hz em todas as faixas da via monitorada, num ângulo horizontal de até 45º, e numa distância de 10m a 75m.

Como comparação, uma laser gun convencional é construída para realizar uma medição por vez, de forma retilínea, e em longas distâncias. Apesar de também funcionar a curta distância, normalmente as laser guns realizam abordagens entre 100m a 300m (notar que o limite operacional é maior que isso).

Como consequência da medição em ângulo e à curta distância, se torna muito difícil que o Poliscan seja percebido previamente por um detector ou jammer. Para resolver este problema, alguns usuários têm alterado o ângulo de montagem dos sensores dos detectores e jammers, com algum sucesso. Todavia, esse procedimento prejudica a detecção das laser guns convencionais, uma vez que o ângulo de medição destas é outro.

Além de monitorar a velocidade das vias, o Poliscan também pode ler placas automaticamente e monitorar avanço de sinal. Conforme propaganda da empresa Vitronic, o Poliscan tem exterior blindado e anti-vandalismo. Por aqui, sempre há um operador acompanhando os aparelhos. Sinal de que o anti-vandalismo não é tão bom, ou de que não há seguro contra furto. Singularidades do Brasil...

Curiosidade: é comum no exterior que a polícia seja chamada de LEO (Law Enforcement Officer), ou seja, oficial da lei.

Diante desse tipo de aparelho autônomo, não seria estranho que o Estado dispensasse os agentes de polícia num futuro próximo. O lucro acima da sociedade. Uma decisão lamentável desta, não nos deixaria cada vez mais próximos de filmes de ficção científica, com robôs monitorando a sociedade? E qual seria o futuro? É de se pensar...
HighlanderBH
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09 Fev 2018, 16:49

cbsgrillo escreveu:
08 Fev 2018, 21:39
Obrigado novamente HighlanderBH. De fato, quando comprei o IQ nos USA foi justamente pelas referencias e por se "disfarçar" de GPS para poder ficar no vidro sem qualquer receio. Pena que falhou nas duas vezes em que tive a oportunidade de ter uma Lidar apontada direta para mim. Fiquei meio que decepcionado, tanto que coloquei ele a venda. Para os radares convencionais nem é necessário mais na minha opinião porque pelo que tenho visto agora as PRF e PRE somente estão usando os LIDAR, faz muito tempo que não vejo um radar convencional, pelo menos aqui no RS. Vou dar uma pensada para ver se dou outra "chance" para o IQ, afinal não foi barato....kkkkk.
Abusando um pouco da sua boa vontade e conhecimento, o que você acha do Escort Redline? Estou pensando em comprar um para substituir o IQ. Me parece pelos reviews que ele tem um "poder" detecção muito maior na sua área frontal, já que o IQ detecta apenas por um pequeno "domo" na parte frontal.
Ainda com relação à detecção de "radares" (não laser), tem algo a ver a questão das frequências europeias x americanas dos radares? Os Escort por exemplo, tem as versões europeias para detectar os radares utilizados na Europa, que pelo que li tem frequências diferentes dos americanos. E penso ter lido em algum lugar que os radares em uso no Brasil seguem as frequências e versões europeias. Isso procede?
Novamente obrigado pelo seu tempo e atenção. Grande abraço.
Esses pontos estão meio fora do meu conhecimento, mas vamos tentar. O Escort Redline foi considerado em diversas avaliações como um dos melhores detectores de RADAR disponíveis atualmente. Ele tem inclusive segmentação de banda.

Em relação aos RADAR, com efeito há diferenciação de banda entre US e EU. Seguem as diferentes bandas registradas:

Banda Frequencia Notas

S 2.455 GHz obsoleta
X 9.41 GHz Europe
X 9.90 GHz Europe
X 10.525 GHz USA
Ku 13.450 GHz Europe
K 24.125 GHz USA, Australia, Europe
K 24.150 GHz USA
Ka 33.4 - 36.0 GHz USA, Australia, Europe
IR 331.6 THz Laser Radar

De acordo com informações de reviews que li, os detectores de RADAR fazem o scan de todas as frequências determinadas pelo fabricante, sem distinção. Como isso leva tempo e prejudica a performance de detecção, alguns fabricantes estão inserindo a segmentação de banda nos aparelhos. Isso torna possível definir quais bandas a polícia local utiliza e rejeitar as outras, melhorando muito a capacidade de detecção do aparelho.

As bandas mais comuns (US e EU) são localizadas pela maioria dos aparelhos modernos. Por outro lado, algumas bandas mais antigas, como a S e X, costumam faltar nos detectores. Desse modo, é fundamental verificar junto ao fabricante quais bandas o aparelho detecta. Como exemplo, consta no site da Escort as seguintes frequências para o Redline:

X-band 10.525 GHz ± 25 MHz
K-band 24.150 GHz ± 100 MHz
Ka-band 34.700 GHz ± 1300 MHz
Laser 904nm, 33 MHz Bandwidth

Assim, ele não detecta as frequências S, X (EU), Ku. Mas detecta as frequências X (US), K (US e EU), Ka (US e EU) e Laser, por causa da amplitude (+-) no scan.

Infelizmente não possuo informações de modelo dos RADAR utilizados no Brasil. A tendência é que eles caiam em desuso, diante dos LIDAR. No entanto, não há nenhuma garantia de que isso ocorra. Outro aspecto, é que seria mais razoável que a polícia utilizasse as bandas mais modernas, comuns no US e EU, como K e Ka. Todavia, num país atrasado como o Brasil, podemos esperar mesmo a utilização de aparelhos arcaicos e bandas obsoletas, como a S. Em resumo, mesmo que os LIDAR sejam mais preocupantes no cenário atual, será muito bom se alguém puder compartilhar maiores informações sobre os modelos de RADAR utilizados no Brasil.

Sobre a substituição do Passport iQ pelo Redline, penso que deve ser verificada principalmente a capacidade de detecção laser. A Escort divulga que o Redline possui "múltiplos sensores laser estrategicamente posicionados para detectar mesmo a menor quantidade de luz laser, incluindo sinais fora de eixo". Se isso funcionar com excelência, pode ser que a troca seja válida.

Entretanto, se você procurar no fórum da Escort, verá reclamações de usuários do Redline que não foram avisados do laser e foram multados. Em resposta a um dos tópicos, a Escort afirmou: "We can look at your RedLine's laser (LIDAR) detection if you like but this is a common issue with laser detectors. A lot depends on the laser operator. If they are good then they will reduce laser scatter which will reduce the chance that you will get an alert. Laser acquires speed very quickly."

O alegado vale para qualquer detector. O sensor precisa receber alguma quantidade de laser para acusar o LIDAR. E isso nem sempre acontece. Por causa desse fato, muitos usuários utilizam um jammer em conjunto com o detector de radar. Conforme relatos, os jammers são específicos e muito mais eficazes na detecção e retardo dos LIDAR. A posição de instalação e modo de operação de um jammer favorece a detecção de LIDAR. Por causa disso, é provável que um jammer aliado a um detector de RADAR seja bem mais eficiente do que um outro detector sozinho.

Vale dizer que em muitos lugares nos US e EU os jammers também são proibidos. No Brasil, muito provavelmente será considerado antirradar. Sendo assim, o método utilizado lá fora é o Jam To Kill (JTK). O usuário deixa o jammer ligado para retardar a leitura do LIDAR, e logo que recebe o primeiro aviso diminui a velocidade. Quando o usuário atinge a velocidade permitida, ele desliga (kill) o jammer, permitindo que a leitura do LIDAR seja efetuada. Fazendo dessa forma, o usuário não é multado e o operador do LIDAR têm a impressão de que a leitura foi feita normalmente. Do contrário, a atuação do jammer seria muito facilmente percebida.

Essas técnicas e aparelhos parecem um tanto estranhas, contudo, esta é uma guerra tecnológica, na qual o Estado sai na frente, motivado quase sempre por uma arrecadação fácil em detrimento dos cidadãos. Parece lícito que nem todos queiram se submeter a esse sistema.

Abraço.
cbsgrillo
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09 Fev 2018, 20:11

HighlanderBH escreveu:
09 Fev 2018, 16:49
cbsgrillo escreveu:
08 Fev 2018, 21:39
Obrigado novamente HighlanderBH. De fato, quando comprei o IQ nos USA foi justamente pelas referencias e por se "disfarçar" de GPS para poder ficar no vidro sem qualquer receio. Pena que falhou nas duas vezes em que tive a oportunidade de ter uma Lidar apontada direta para mim. Fiquei meio que decepcionado, tanto que coloquei ele a venda. Para os radares convencionais nem é necessário mais na minha opinião porque pelo que tenho visto agora as PRF e PRE somente estão usando os LIDAR, faz muito tempo que não vejo um radar convencional, pelo menos aqui no RS. Vou dar uma pensada para ver se dou outra "chance" para o IQ, afinal não foi barato....kkkkk.
Abusando um pouco da sua boa vontade e conhecimento, o que você acha do Escort Redline? Estou pensando em comprar um para substituir o IQ. Me parece pelos reviews que ele tem um "poder" detecção muito maior na sua área frontal, já que o IQ detecta apenas por um pequeno "domo" na parte frontal.
Ainda com relação à detecção de "radares" (não laser), tem algo a ver a questão das frequências europeias x americanas dos radares? Os Escort por exemplo, tem as versões europeias para detectar os radares utilizados na Europa, que pelo que li tem frequências diferentes dos americanos. E penso ter lido em algum lugar que os radares em uso no Brasil seguem as frequências e versões europeias. Isso procede?
Novamente obrigado pelo seu tempo e atenção. Grande abraço.
Esses pontos estão meio fora do meu conhecimento, mas vamos tentar. O Escort Redline foi considerado em diversas avaliações como um dos melhores detectores de RADAR disponíveis atualmente. Ele tem inclusive segmentação de banda.

Em relação aos RADAR, com efeito há diferenciação de banda entre US e EU. Seguem as diferentes bandas registradas:

Banda Frequencia Notas

S 2.455 GHz obsoleta
X 9.41 GHz Europe
X 9.90 GHz Europe
X 10.525 GHz USA
Ku 13.450 GHz Europe
K 24.125 GHz USA, Australia, Europe
K 24.150 GHz USA
Ka 33.4 - 36.0 GHz USA, Australia, Europe
IR 331.6 THz Laser Radar

De acordo com informações de reviews que li, os detectores de RADAR fazem o scan de todas as frequências determinadas pelo fabricante, sem distinção. Como isso leva tempo e prejudica a performance de detecção, alguns fabricantes estão inserindo a segmentação de banda nos aparelhos. Isso torna possível definir quais bandas a polícia local utiliza e rejeitar as outras, melhorando muito a capacidade de detecção do aparelho.

As bandas mais comuns (US e EU) são localizadas pela maioria dos aparelhos modernos. Por outro lado, algumas bandas mais antigas, como a S e X, costumam faltar nos detectores. Desse modo, é fundamental verificar junto ao fabricante quais bandas o aparelho detecta. Como exemplo, consta no site da Escort as seguintes frequências para o Redline:

X-band 10.525 GHz ± 25 MHz
K-band 24.150 GHz ± 100 MHz
Ka-band 34.700 GHz ± 1300 MHz
Laser 904nm, 33 MHz Bandwidth

Assim, ele não detecta as frequências S, X (EU), Ku. Mas detecta as frequências X (US), K (US e EU), Ka (US e EU) e Laser, por causa da amplitude (+-) no scan.

Infelizmente não possuo informações de modelo dos RADAR utilizados no Brasil. A tendência é que eles caiam em desuso, diante dos LIDAR. No entanto, não há nenhuma garantia de que isso ocorra. Outro aspecto, é que seria mais razoável que a polícia utilizasse as bandas mais modernas, comuns no US e EU, como K e Ka. Todavia, num país atrasado como o Brasil, podemos esperar mesmo a utilização de aparelhos arcaicos e bandas obsoletas, como a S. Em resumo, mesmo que os LIDAR sejam mais preocupantes no cenário atual, será muito bom se alguém puder compartilhar maiores informações sobre os modelos de RADAR utilizados no Brasil.

Sobre a substituição do Passport iQ pelo Redline, penso que deve ser verificada principalmente a capacidade de detecção laser. A Escort divulga que o Redline possui "múltiplos sensores laser estrategicamente posicionados para detectar mesmo a menor quantidade de luz laser, incluindo sinais fora de eixo". Se isso funcionar com excelência, pode ser que a troca seja válida.

Entretanto, se você procurar no fórum da Escort, verá reclamações de usuários do Redline que não foram avisados do laser e foram multados. Em resposta a um dos tópicos, a Escort afirmou: "We can look at your RedLine's laser (LIDAR) detection if you like but this is a common issue with laser detectors. A lot depends on the laser operator. If they are good then they will reduce laser scatter which will reduce the chance that you will get an alert. Laser acquires speed very quickly."

O alegado vale para qualquer detector. O sensor precisa receber alguma quantidade de laser para acusar o LIDAR. E isso nem sempre acontece. Por causa desse fato, muitos usuários utilizam um jammer em conjunto com o detector de radar. Conforme relatos, os jammers são específicos e muito mais eficazes na detecção e retardo dos LIDAR. A posição de instalação e modo de operação de um jammer favorece a detecção de LIDAR. Por causa disso, é provável que um jammer aliado a um detector de RADAR seja bem mais eficiente do que um outro detector sozinho.

Vale dizer que em muitos lugares nos US e EU os jammers também são proibidos. No Brasil, muito provavelmente será considerado antirradar. Sendo assim, o método utilizado lá fora é o Jam To Kill (JTK). O usuário deixa o jammer ligado para retardar a leitura do LIDAR, e logo que recebe o primeiro aviso diminui a velocidade. Quando o usuário atinge a velocidade permitida, ele desliga (kill) o jammer, permitindo que a leitura do LIDAR seja efetuada. Fazendo dessa forma, o usuário não é multado e o operador do LIDAR têm a impressão de que a leitura foi feita normalmente. Do contrário, a atuação do jammer seria muito facilmente percebida.

Essas técnicas e aparelhos parecem um tanto estranhas, contudo, esta é uma guerra tecnológica, na qual o Estado sai na frente, motivado quase sempre por uma arrecadação fácil em detrimento dos cidadãos. Parece lícito que nem todos queiram se submeter a esse sistema.

Abraço.

Olá novamente. Sempre é muito bom conversar com pessoas atenciosas e com conhecimento com você, novamente muito obrigado.
Na sua opinião, seria mais válido eu comprar o REDLINE europeu ou o americano para os radares brasileiros?
Eu vi esses comentários, mas da mesma forma que o Redline muitos outros top de linha também recebem reclamações, é certo que nenhum é 100%.
Me parece apenas que pelo fato de ter a tecnologia de dupla antena ele realmente terá um alcance de detecção maior que os demais, além de ser 100% "stealth".
Já partir para os jammers não me animo, aí o risco já é grande demais, acho que não vale o risco e o alto custo.
Grande abraço amigo.
HighlanderBH
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15 Fev 2018, 15:48

cbsgrillo escreveu:
09 Fev 2018, 20:11
Olá novamente. Sempre é muito bom conversar com pessoas atenciosas e com conhecimento com você, novamente muito obrigado.
Na sua opinião, seria mais válido eu comprar o REDLINE europeu ou o americano para os radares brasileiros?
Eu vi esses comentários, mas da mesma forma que o Redline muitos outros top de linha também recebem reclamações, é certo que nenhum é 100%.
Me parece apenas que pelo fato de ter a tecnologia de dupla antena ele realmente terá um alcance de detecção maior que os demais, além de ser 100% "stealth".
Já partir para os jammers não me animo, aí o risco já é grande demais, acho que não vale o risco e o alto custo.
Grande abraço amigo.
Olá! Posso dizer o mesmo. É bom poder conversar sobre esse tema, que é pouco conhecido por aqui.

O Redline realmente é top de linha e deve ter um dos maiores alcances. Em relação a ser stealth, acredito que a polícia no Brasil não tenha RDD, mesmo porque poucas pessoas possuem detectores.

Do que foi possível perceber, a versão européia do Redline é mais completa que a estadunidense. Ela inclui suporte contra alguns tipos de RADAR que são utilizados na Europa, mas não nos EUA (MultaRadar CD, MultaRadar CT, Gatso, Strelka). Contudo, não consegui as especificações técnicas do Redline internacional.

Infelizmente, não sei lhe dizer com precisão qual versão do Redline seria a mais adequada, pois não tenho informação sobre os modelos de RADAR utilizados no Brasil. Chegou a hora de outros colaboradores nos ajudarem...

De qualquer modo, a tendência é que o Redline internacional dê um suporte completo. Você teria as especificações completas das bandas cobertas pelo Redline? Não tenho certeza se ele cobre algumas bandas "medievais" que podem ser usadas por aqui.

Abraço.
cbsgrillo
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15 Fev 2018, 21:26

HighlanderBH escreveu:
15 Fev 2018, 15:48
cbsgrillo escreveu:
09 Fev 2018, 20:11
Olá novamente. Sempre é muito bom conversar com pessoas atenciosas e com conhecimento com você, novamente muito obrigado.
Na sua opinião, seria mais válido eu comprar o REDLINE europeu ou o americano para os radares brasileiros?
Eu vi esses comentários, mas da mesma forma que o Redline muitos outros top de linha também recebem reclamações, é certo que nenhum é 100%.
Me parece apenas que pelo fato de ter a tecnologia de dupla antena ele realmente terá um alcance de detecção maior que os demais, além de ser 100% "stealth".
Já partir para os jammers não me animo, aí o risco já é grande demais, acho que não vale o risco e o alto custo.
Grande abraço amigo.
Olá! Posso dizer o mesmo. É bom poder conversar sobre esse tema, que é pouco conhecido por aqui.

O Redline realmente é top de linha e deve ter um dos maiores alcances. Em relação a ser stealth, acredito que a polícia no Brasil não tenha RDD, mesmo porque poucas pessoas possuem detectores.

Do que foi possível perceber, a versão européia do Redline é mais completa que a estadunidense. Ela inclui suporte contra alguns tipos de RADAR que são utilizados na Europa, mas não nos EUA (MultaRadar CD, MultaRadar CT, Gatso, Strelka). Contudo, não consegui as especificações técnicas do Redline internacional.

Infelizmente, não sei lhe dizer com precisão qual versão do Redline seria a mais adequada, pois não tenho informação sobre os modelos de RADAR utilizados no Brasil. Chegou a hora de outros colaboradores nos ajudarem...

De qualquer modo, a tendência é que o Redline internacional dê um suporte completo. Você teria as especificações completas das bandas cobertas pelo Redline? Não tenho certeza se ele cobre algumas bandas "medievais" que podem ser usadas por aqui.

Abraço.

Eu escrevi para a ESCORT anteontem perguntando sobre as frequências e bandas da versão internacional do Redline. Ainda não me responderam, estou aguardando. Na página da Escort sobre as versões internacionais não consta o Redline, mas acredito que seja novidade e ainda não atualizaram a página.
Dá uma olhada aqui: https://www.escortradar.com/offical-esc ... -units.php
Imagino que o Redline como TOP deve ser semelhante ao 9500 ou 8500 que tem nessa página e que mostram as frequências do modelo internacional.

Já o Redline USA tem aqui as especificações técnicas: https://www.escortradar.com/pdf/Redline ... _Guide.pdf
OPERATING BANDS
X-band 10.525 GHz ± 25 MHz
K-band 24.150 GHz ± 100 MHz
Ka-band 34.700 GHz ± 1300 MHz
Laser 904nm, 33 MHz Bandwidth
Captura de Tela 2018-02-15 às 21.25.29.png
Frequências do 9500 International
Captura de Tela 2018-02-15 às 21.25.29.png (99.03 KiB) Exibido 3177 vezes
Me parece que o europeu tem um range maior, mas não fala da banda do Laser.
Bem, estou inclinado pelo internacional mesmo. Devo ir à França aqui alguns meses e acho que vou trazer um, vamos ver.

Abraço amigo e obrigado.
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